| Sociofóbicos |
|
O indivíduo que sofre do transtorno ansioso social caracteriza-se pela insegurança e pelas manifestações de ansiedade ao se expor a um contato social, pois ele julga ser ou de fato é observado ou avaliado. Diante disso, podemos identificar os pontos-chave na conduta adequada de se ter com uma pessoa que sofre disso.O fóbico social não sofre desses transtornos inconscientemente, ele tem a consciência de que seus medos e expressões de ansiedade são demasiadamente exagerados, por isso o sofrimento de alguém que tem esse transtorno é intenso, pois mesmo sabendo que são reações indesejáveis e acentuadas, por questões fisiológicas, este não consegue controlar as reações que sofre. A tendência maior é de essa pessoa se isole do convívio em sociedade, por receio de novas reações inesperadas. Primeiramente, (e apesar de parecer óbvio, isso tem de ser mencionado) devemos ter a concepção de que um sociofóbico não é nenhum ser de outro planeta, sendo um cidadão de direitos e uma pessoa de intelecto e sentimentos como você e que devemos tratá-lo com o mesmo respeito e dignidade que tratamos qualquer outra pessoa. Atitudes e manifestações preconceituosas, além de demonstrar uma falta de desenvolvimento social da parte de quem as expressa, ainda podem piorar significativamente o quadro de alguém que sofre com um transtorno, que se dá justamente no campo avaliativo de comportamento. Dito isso, conclui-se que a melhor maneira de lidar com uma pessoa que tem sinais de ansiedade social é não submetê-la à perguntas difíceis. Na verdade, a qualquer tipo de perguntas em que se julgue que a pessoa possa se sentir coagida. Deve-se evitar fixar o olhar nesse indivíduo, pois esse gesto pode significar, para ele, uma avaliação da sua parte, o que o deixará ainda mais ansioso, além de procurar, caso tenha alguma aproximação com essa pessoa, fazê-la se sentir à vontade, tratando-a com sutileza. cordialidade e gentileza; de uma forma que promova uma socialização dela. Criatividade é fundamental, visto que a socialização desse indivíduo deve ser gradativa e sutil. Casos de Fobia Social ![]() A seguir, ilustraremos, para uma maior compreensão, 2 casos fictícios de situações mais corriqueiras que uma pessoa com ansiedade social pode sofrer numa crise: Mário tem 23 anos e desde pequeno sempre teve receio de estar em público. Sua família o tinha como uma criança tímida, assim como os colegas de classe, professores e amigos. Na adolescência, Mário evitava as festas comuns a garotos de sua idade e nunca teve um relacionamento próximo com uma garota, devido à sua introversão. Chegada a fase adulta, o rapaz consegue, com muito custo, a primeira entrevista para emprego e, ao se deparar frente a frente com o entrevistador, tem uma crise ansiosa, quando suas mãos começam a suar, o coração passa a bater descontroladamente, ele se sente com um medo inexplicável e inevitável, ao ponto de, antes que a primeira pergunta fosse feita, o rapaz sair correndo porta afora. 2º Caso de Fobia Social Rita sempre foi muito competente em seu trabalho; porém, havia uma situação que ela julgava colocar toda sua credibilidade profissional em cheque: ter de falar e expor suas ideias para o restante da empresa.
Certa vez, numa primeira reunião para uma possível promoção de cargo, Rita tinha de expor um plano de trabalho com metas traçadas para o ano. Ela havia elaborado eficientemente com antecedência esse plano de trabalho numa planilha e a apresentou ao seu chefe de núcleo. O chefe, por sua vez, achou sensacional, e teceu infindáveis elogios ao plano de trabalho de Rita. Porém, no dia da reunião geral com todos os setores da empresa, Rita se viu num auditório lotado, e se sentiu muito nervosa, a ponto de gaguejar tanto que não conseguiu proferir nem uma primeira palavra. Como se nota, o sociofóbico tem suas crises acentuadas quando o julgam ou quando são alvo de avaliação social. |

e pelas manifestações de ansiedade ao se expor a um contato social, pois ele julga ser ou de fato é observado ou avaliado. Diante disso, podemos identificar os pontos-chave na conduta adequada de se ter com uma pessoa que sofre disso.